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Imagem  —  Publicado: 18/06/2014 em Negócios, Política

redes-socias-no-brasil-marketing-social-o-que-c3a9-sc3a3o-rede-sociais-brasil-internet-rede-marketing-digital-01O modismo das redes sociais é o mesmo que vemos nas ruas, de uma juventude que quer ser ouvida, mas que a maioria não curte. Uma juventude que luta por uma causa simplesmente porque compartilhou.

Não estou deslegitimando os movimentos que ganharam visibilidade desde junho de 2013. O movimento é organizado e suas lideranças possuem objetivos bem formados.

Dependência de opinião alheia.

Ao navegar pelas redes sociais, blogs e sites, percebo uma mudança na estrutura da formação da produção de conteúdo dos usuários. Ontem o usuário postava seu dia-a-dia como um diário, hoje encontramos opiniões compartilhadas e que muitas vezes se contradizem.

Respiro: “Curtir” e/ou “Compartilhar”

A ferramenta, Facebook, disponibiliza opções para escolha de sua opinião. Não deixa de ser opinião, mas será que é a sua?

Particularmente já passei por momentos de que a escolha de “Curtir” e/ou “Compartilhar” fazia parte de minha respiração, eu tinha que apertar o botão. Depois de uma breve reflexão percebi que estava agindo de forma automática e o meu pensamento era que as outras pessoas tomassem conhecimento do que eu “curti” e/ou “compartilhei”.

Comentários: conflito da opinião alheia.

Em uma sociedade é normal as opiniões se divergirem. A Sociedade de Rede parece normatizar que as divergências virem comentários violentos, insultos, e até caso de polícia.  Formadores de opiniões sofrem com esses impulsos de indivíduos que utilizam das ferramentas digitais a principal fonte de informação e de concepção de opinião compartilhada.

Os comentários não deixam de ser críticos, porém uma sequência de “gostei” ou de “lindo”, acho que torna redundante a expressão já imposta do “curtir” e “compartilhar”.

Quero ser fonte?

Existe um ímpeto juvenil de mostrar primeiro um fato, uma foto, um vídeo, um boato. Isso o torna a fonte de muitos compartilhamentos. Números tão importantes quanto ao de número de amigos e seguidores.

Ser fonte é ser fiscalizador, é ter credibilidade, é ser respeitado e o mais importante é existir para que os outros vejam. O conteúdo na maioria das vezes se enquadra na coluna policial do jornal e sem apuração do fato, sendo construído apenas por imagens (foto e vídeo). – Mas não interessa quem morreu eu mostrei o corpo primeiro.

Até 140 caracteres

As redes sociais são ferramentas poderosas, precisamos saber usa-las com sabedoria. “Grades poderes, grandes responsabilidades” :) .

Nesta página apresentamos os impressionantes números da Internet no Brasil, atualizados regularmente e separados por tópicos. Última atualização: 03/02/2014.

Número de usuários

Segundo o Ibope Media, somos 105 milhões de internautas tupiniquins (10/2013)[ref], sendo o Brasil o 5º país mais conectado[ref]. De acordo com a Fecomércio-RJ/Ipsos, o percentual de brasileiros conectados à internet aumentou de 27% para 48%, entre 2007 e 2011[ref]. O principal local de acesso é a lan house (31%), seguido da própria casa (27%) e da casa de parente de amigos, com 25%. O Brasil é o 5º país com o maior número de conexões à Internet[ref].

Internautas ativos

57,2 milhões de usuários acessam regularmente a Internet[ref]. 38% das pessoas acessam à web diariamente; 10% de quatro a seis vezes por semana; 21% de duas a três vezes por semana; 18% uma vez por semana. Assim, 87% dos internautas brasileiros entram na internet pelo menos uma vez por semana [ref].

Segundo Alexandre Sanches Magalhães, gerente de análise do Ibope/NetRatings, o ritmo de crescimento da internet brasileira é intenso. A entrada da classe C para o clube dos internautas deve continuar a manter esse mesmo compasso forte de aumento no número de usuários residenciais[ref].

Tempo médio de navegação

Desde que esta métrica foi criada, o Brasil sempre obteve excelentes marcas, estando constantemente na liderança mundial. Em julho de 2009, o tempo foi de 48 horas e 26 minutos, considerando apenas a navegação em sites. O tempo sobe para 71h30m se considerar o uso de aplicativos on-line (MSN, Emule, Torrent, Skype etc)[ref]. A última marca aferida foi de 69 horas por pessoa em julho de 2011[ref].

Faturamento anual do e-commerce no Brasil

Comércio eletrônico

Em 2008 foram gastos R$ 8,2 bilhões emcompras on-line [ref]. Em 2009, mesmo com crise, foram gastos R$ 10,6 bilhões[ref]. 2010 fechou com R$ 14,8 bilhões, atingindo 1/3 de todas as vendas de varejo feitas no Brasil[ref]. O último dado é de 2012, quando foram gastos 22,5 bilhões[ref]. Ainda assim, apenas 20% dos internautas brasileiros fazem compras na internet; aqueles que ainda não compram, não o fazem por não considerar a operação segura (69%) ou porque não confiam na qualidade do produto (26%)[ref].

Publicidade on-line

A internet se tornou o terceiro veículo de maior alcance no Brasil, atrás apenas de rádio e TV[ref]. 87% dos internautas utilizam a rede para pesquisar produtos e serviços[ref]. Antes de comprar, 90% dos consumidores ouvem sugestões de pessoas conhecidas, enquanto 70% confiam em opiniões expressas online[ref].

Venda de Computadores

São 60 milhões de computadores em uso, segundo a FGV, devendo chegar a 100 milhões em 2012[ref]. 95% das empresas brasileiras possuem computador[ref]. A difusão da Internet está diretamente associada ao crescimento do número de computadores, que têm suas vendas impulsionadas pelos seguintes fatores: aumento do poder aquisitivo, crescimento do emprego formal e do acesso ao crédito, avanço da tecnologia, baixa do dólar e isenção de PIS e Cofins sobre a venda de computadores e seus componentes[ref].

Banda larga

Em 2008, o Brasil atingiu a meta de 10 milhões de conexões um ano e meio antes do previsto[ref]. Em 2013, 27 milhões de usuários já tinham banda larga[ref]. A cada 2 segundos, 3 novas conexões são ativadas[ref]. Quanto ao volume de dados, o incremento foi de 56 vezes de 2002 até 2007. E a projeção é de um aumento de 8 vezes até 2012[ref].

O número de conexões móveis cresceu de 233 mil (em 2007[ref]) para 7,2 milhões em 2013. A projeção é de 9,3 milhões em 2014, superando os 15 milhões depois dos Jogos Olímpicos[ref].

Sistemas gratuitos de banda larga sem fio (Wi-Fi) funcionam nas orlas de Copacabana, Leme, Ipanema e Leblon, nos Morros Santa Marta[ref] e Cidade de Deus[ref] e em Duque de Caxias[ref]. Estão nos planos: São João de Meriti, Belford Roxo, Mesquita, Nova Iguaçu, Nilópolis, Rocinha, Pavão-Pavãozinho, Cantagalo e 58km da Avenida Brasil[ref], todos no Rio de Janeiro.

13% dos internautas brasileiros tem uma velocidade de banda larga de 128 a 512 Kbps; 45% tem 512 Kbps a 2 Mbps; 27% usa 2 Mbps a 8 Mbps[ref] Se compararmos com os números de outubro de 2011, perceberemos a migração dos usuários para velocidades superiores. No 3º trimestre de 2013, a velocidade média da conexão atingiu 2,7 Mbps[ref].
Navegadores mais usados no Brasil

Navegadores e Resoluções de Tela

Importante para os desenvolvedores nacionais, a rápida ascensão do Google Chrome em detrimento do Microsoft Internet Explorer (gráfico ao lado) é impressionante. Hoje, o Chrome está presente em 65% dos computadores. O IE, que antes tinha 75% do mercado, hoje tem apenas 15%[ref].

Quanto à resolução de tela, a antes dominante 1024×768 caiu de 57% para 17%. Hoje, nota-se que as resoluções estão cada vez mais pulverizadas, tornando-se o design adaptável cada vez mais importante[ref].

Desigualdade Social

A desigualdade social, infelizmente, também tem vez no mundo digital: entre os 10% mais pobres, apenas 0,6% tem acesso à Internet; entre os 10% mais ricos esse número é de 56,3%. Somente 13,3% dos negros usam a Internet, mais de duas vezes menos que os de raça branca (28,3%). Os índices de acesso à Internet das Regiões Sul (25,6%) e Sudeste (26,6%) constrastam com os das Regiões Norte (12%) e Nordeste (11,9%)[ref].

No Mundo

O número de usuários de computador vai dobrar até 2012, chegando a 2 bilhões. A cada dia, 500 mil pessoas entram pela primeira vez na Internet [ref] e são publicados 200 milhões de tuítes [ref]; a cada minuto são disponibilizadas 48 horas de vídeo no YouTube [ref]; e cada segundo um novo blog é criado[ref]. 70% das pessoas consideram a Internet indispensável [ref]. Em 1982 havia 315 sites na Internet[ref]. Hoje existem 174 milhões[ref].

Fonte: http://tobeguarany.com/internet-no-brasil/

10311776_356458734492750_2943637286902198714_nPor James Bradley – do  The Conversation

Professor de História da Medicina/Ciência da Vida na Universidade de Melbourne

A maioria de nós sabe que chamar alguém de macaco é racismo, mas poucos de nós sabemos por que macacos são associados na imaginação europeia com indígenas e, principalmente, afrodescendentes.

Para entender o poder e o escopo do xingamento de macaco, precisamos de uma dose de história. Quando eu era aluno de graduação na universidade, eu aprendi sobre racismo e colonialismo, particularmente sobre a influência de Charles Darwin (1809-1882), dos quais as ideias pareciam fazer o racismo ainda pior.

Na verdade, isto é fácil de inferir. A teoria da seleção natural de Darwin (1859) mostrou que os ancestrais mais próximos dos seres humanos foram os grandes macacos. E a ideia de que os homo sapiens descendiam de macacos se tornou rapidamente parte do teatro da evolução. O próprio Darwin foi muitas vezes representado como meio-homem, meio-macaco.

Além disso, enquanto a maior parte dos evolucionistas acreditava que todas as raças humanas descendiam do mesmo grupo, eles também notaram que a migração e a seleção natural e sexual tinham criado variedades humanas que – aos seus olhos – pareciam superiores a africanos ou aborígenes.

Ambos estes grupos tardios foram frequentemente representados como sendo os mais próximos evolutivamente dos humanos originais e, portanto, dos macacos.

O papel do pensamento evolucionista

No começo do século XX, o aumento da popularidade da genética mendeliana (nomeada em referência a Gregor Johann Mendel, 1822-1884) não fez nada para destituir esta maneira de pensar. Se é que ainda não piorou as coisas.

Ela sugeria que as raças haviam se tornado raças separadas e que os africanos, em particular, estavam muito mais próximos em termos evolutivos dos grandes macacos do que estavam, digamos, os europeus.

E ainda assim, durante este mesmo período, sempre houve uma corrente da ciência evolutiva que rejeitou este modelo. Ela enfatizava as profundas semelhanças entre diferentes raças e que as diferenças de comportamento eram produto da cultura e não da biologia.

Os horrores do Nazismo deveram muito ao namoro da ciência com o racismo biológico. O genocídio de Adolf Hitler, apoiado de bom grado por cientistas e médicos alemães, mostrou onde o mau uso da ciência pode levar.

Isto deixou o racismo científico nas mãos de grupos de extrema direita que só estavam interessados em ignorar as descobertas da biologia evolutiva do pós-guerra em benefício de suas variantes pré-guerra.

Claramente o pensamento evolucionista teve algo a ver com a longevidade do xingamento de macaco. Mas a associação europeia entre macacos e africanos tem um pedigree cultural e científico muito mais extenso.

Pego no meio

No século 18, uma nova maneira de pensar sobre as espécies emergiu. Anteriormente, a vasta maioria dos europeus acreditava que Deus havia criado as espécies (incluindo o homem), e que estas espécies eram imutáveis.

Muitos acreditavam na unidade das espécies humanas, mas alguns acreditavam que Deus havia criado espécies humanas separadas. Neste esquema, os europeus brancos eram descritos como próximos aos anjos, enquanto africanos negros e aborígenes estavam mais próximos aos macacos.

Muitos cientistas do século XVIII tentaram atacar o modelo criacionista. Mas, ao fazê-lo, acabaram dando mais poder para o xingamento de macaco.

No meio do século XVIII, o grande naturalista francês, matemático e cosmólogo Comte de Buffon (Georges-Luis Leclerc, 1707-1788) deu continuidade à ideia de que todas as espécies de animais descendiam de um pequeno número de tipos gerados espontaneamente.

Espécies felinas, por exemplo, supostamente descendiam de um único ancestral gato. Ao migrarem do seu ponto de geração espontânea, os gatos degeneraram em diferentes espécies sob influência do clima.

Em 1770, o cientista holandês Petrus Camper (1722-1789) pegou o modelo de Buffon e aplicou-o ao homem. Para Camper, o homem original era o grego antigo. À medida que este homem original se moveu do seu ponto de criação ao redor do mundo, ele também degenerou sob influência do clima.

Na visão de Camper, macacos, símios e orangotangos, eram todos versões degeneradas do homem original. Então, em 1809, o ancestral intelectual de Darwin, Lamarck (Jean-Baptiste Pierre Antoine de Monet, Chevalier de Lamarck, 1744-1829) propôs um modelo de evolução que via todos os organismos como descendentes de um único ponto de criação espontânea.

Larvas evoluíram em peixes, peixes em mamíferos e mamíferos em homens. Isto aconteceu não através da seleção darwinista, mas através de uma força vital interna que levava organismos simples a se tornarem mais complexos, trabalhando em combinação com a influência do meio ambiente.

Deste ponto de vista, humanos não compartilhavam um ancestral comum com macacos; eles eram descendentes diretos deles. E africanos então se tornaram a ligação entre macacos e europeus. A imagem popular comumente associada com a evolução darwinista da transformação de estágios do macaco ao homem deveria ser propriamente chamada de lamarckiana.

 

O poder do racismo

Cada uma dessas maneiras de pensar o relacionamento entre humanos e macacos reforçou a conexão feita por europeus entre africanos e macacos. E fazendo parecer que pessoas de origem não-europeia eram mais como macacos do que como humanos, estas diferentes teorias foram usadas para justificar a escravidão nas fazendas das Américas e o colonialismo no resto do mundo.

Todas estas diferentes teorias científicas e religiosas trabalharam na mesma direção: para reforçar o direito europeu de controlar grandes porções do mundo.

O xingamento de macaco, na verdade, tem a ver com a maneira com a qual os europeus, eles mesmos, se diferenciaram, biológica e culturalmente, em um esforço de manter superioridade sobre outros povos.

A coisa importante a se lembrar é que aqueles “outros” povos estão muito mais cientes daquela história do que os europeus brancos. Invocar a imagem de um macaco é utilizar o poder que levou à desapropriação indígena e a outros legados do colonialismo.

Claramente, o sistema educacional não faz o bastante para nos educar sobre ciência ou história da humanidade. Por que se fizesse, nós veríamos o desaparecimento do xingamento de macaco.

Barco Hacker

Publicado: 24/04/2014 em Cibercultura, Cidadania

A EBC esteve em Belém  a bordo do Barco Hacker, e produziu um webdocumentário,  “Paquetá Hackeada: uma ilha fora de rota”, sobre o Barco na pequena Ilha de Paquetá-Açú, que abriga 127 famílias a 19 km da capital paraense.

A Casa de Cultura Digital e colaboradores agradecem a atenção da EBC e de todos que respeitam, incentivam e apoiam iniciativas de cidadania e tecnologia.

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Você provavelmente já ouviu falar sobre o Marco Civil da Internet, certo? Trata-se de um conjunto de regras que definem garantias, direitos e deveres para o uso da Internet no Brasil –e que, uma vez aprovado, nos afetará diretamente. E isso pode algo bom ou ruim. A internet não é uma terra de ninguém, e é importante que existam regras para coibir abusos por parte dos usuários, mas que também garantam a segurança dos seus dados.

O problema é que o texto, construído a partir de discussões em audiências públicas realizadas desde 2009, foi alterado diversas vezes. Um dos pontos polêmicos é o que diz respeito à neutralidade da rede – a garantia de que os usuários não terão de pagar valores diferentes de acordo com o conteúdo que acessam. O texto original garante essa neutralidade, o que é bom para o usuário. Mas rolaram alterações que podem ameaçar esse conceito e permitir que o provedor de internet ofereça pacotes diferenciados, permitindo o acesso a apenas certos sites e aplicativos e bloqueando (ou diminuindo a velocidade para) outros. Assim, quem usa a internet para assistir a vídeos teria de pagar mais do que as pessoas que só a usam para acessar o e-mail, por exemplo. Saem ganhando as empresas de telecomunicações. Os usuários, além de terem de pagar preços diferentes, ainda terão sua privacidade comprometida.

>> Para ler o projeto de lei original do Marco Civil, clique aqui.

>> Neste link, mais completo, você pode ver, além do projeto de lei original e de anexos, todas as modificações ao Marco Civil propostas pelos deputados.

 

Fonte: E Guia do Estudante.

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Imagem  —  Publicado: 24/02/2014 em Cibercultura, Mídias Sociais